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0,038% É POUCO. MUITO POUCO.

agosto 16, 2012
A Dersa fechou contrato com o Instituto de Botânica – IBt, para que este seja o órgão consultor e orientador da recuperação da vegetação afetada pela obra do Rodoanel Norte.  O instituto terá as seguntes atribuições:  obter o conhecimento da flora,  fazer o resgate de plantas e a restauração ecológica nos reflorestamentos compensatórios.  Clique AQUI para ler a matéria do Estadão.

O trecho Norte tem 43,8 km de extensão, e aproximadamente 300 m de largura.  A matéria no site da Secretária Estadual do Meio Ambiente (clique AQUI para ler), diz que “o trajeto da obra rodoviária passa pelo Parque Estadual da Serra da Cantareira, maior floresta urbana do mundo e patrimônio da humanidade”.   Dessa forma, o IBt foi contratado como uma exigência do EIA-RIMA, e o seu trabalho acontecerá em três etapas: reconhecimento da paisagem natural, resgate das espécies e restauração mitigatória.

 
O IBt assume que a compensação ambiental no trecho Oeste “não deu resultados satisfatórios”.  E acredita que a  aprendizagem e a experiência obtidas nos trabalhos no trecho Sul possam resultar em um trabalho de maior nível técnico, com resultados melhores no trecho Norte. 
 
A questão é: trata-se de um contrato de R$ 2,5 milhões, para uma obra de valor inicial de R$ 6,5 bilhões. Isso é 0,038%. Só isso para acompanhar o tremendo impacto ambiental causado à flora da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo?
 
Os trabalhos serão bem realizados mesmo?  O IBt é um orgão público. Quem vai fiscalizar o seu trabalho?
 
E os parque de Borda da Cantareira, propostos para proteger a serra e que estão parados na Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente?  Serão esquecidos com a passagem da obra?
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  1. Francisco Roberto C. E. Santo permalink
    agosto 30, 2012 5:35 pm

    O Instituto de Botânica não deveria cair nesta armadilha proposta pela Dersa: “obter o conhecimento da flora, fazer o resgate de plantas e a restauração ecológica nos reflorestamentos compensatórios”. Isto é conversa de burocratas;nada disso vai acontecer, e no final da “estória” o que deverá ocorrer será um tremendo impacto ambiental com perdas de inúmeras espécies da flora e fauna, sem dizer do inevitável prejuízo para a população em termos de qualidade de vida. Sugestão para a Dersa: em vez disto, gestionar em conjunto com os órgãos representativos da população civil, junto ao governo federal , a criação da Floresta Nacional da Cantareira. Esta sim, seria uma atitude grandiosa e acima de tudo inteligente.

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