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ENCONTRO ATO CÍVICO – II

junho 17, 2012
Na tarde de 16/06, entre 14 e 17h, cerca de 120 pessoas passaram pelo ato cívico contra o Rodoanel trecho Norte, no calçadão ao lado da Biblioteca de São Paulo, Zona Norte da capital.
 
O encontro foi programado para confraternizar e aproximar os cidadãos que têm consciência dos tremendos impactos sócio-ambientais gerados por essa obra, que será colocada como um colar de concreto e asfalto por toda a extensão da Serra da Cantareira.  São 44 km de uma megarodovia, sempre encostada na serra e no Parque Estadual da Cantareira, desde a região de Taipas, passando pelos distritos de Cachoeirinha, Mandaqui e Tremembé, na cidade de São Paulo, e atravessando toda a cidade de Guarulhos, até a cidade de Arujá.
 

Ato Cívico no calçadão entre a Biblioteca de São Paulo e a ETEC Parque da Juventude

 
Também foi a oportunidade de atualizar a situação da resistência à obra.  Nesta semana um balde de água fria foi despejado na cabeça do movimento SOS Cantareira: foi anunciada a assinatura do contrato entre o BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, e o governo estadual, para um empréstimo internacional de mais de R$ 2 bilhões, para a obra.  A decepção ocorreu porque o BID enviou técnicos para fazer um levantamento dos problemas ambientais levantados pelo SOS Cantareira. Porém parece que fala mais alto o interesse do BID em fazer crescer o montante já emprestado ao Brasil, que com esse empréstimo atinge mais de R$ 8 bilhões.   O presidente do BID, conforme declaração ao jornal O Estado de S. Paulo, exultou pelo fato de que muitas empresas internacionais terão interesse na obra.
 
Entre outras questões colocadas pelos ativistas, quatro são de fundamental importância: 1- o impacto ambiental junto a uma das maiores florestas em área urbana no mundo.  O ar puríssimo e a fauna e flora remanescentes e imprescindíveis para qualidade de vida da região metropolitana serão irremediavelmente afetadas por essa obra.  2 – O impacto social, com a remoção de milhares de pessoas.  Um exemplo foi a presença no ato de representante da Associação Cultural e Agrícola Cachoeira, que atende a mais de 200 famílias de origem nipônica, há 84 anos, na divisa de São Paulo com Guarulhos.  3 – Em tempos de Rio+20, o desperdício de R$ 6,5 bilhões, que poderiam ajudar a resolver o problema da mobilidade urbana, com investimentos em metrô e em corredores de ônibus.  4 – A ilegalidade da obra, ao desrespeitar preceitos do Plano Diretor da Cidade, inclusive o que pedia que a obra acontecesse a mais de 20 km do centro. Na Vila Rosa, Tremembé, a obra passará a 12,5 km do centro. 
 

De todos os políticos chamados, só o vereador José Américo compareceu.

 
Clique AQUI para ver o registro feito pelo Jornal da Tarde, e AQUI para ver a cobertura no site ExpressoSP.
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