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MOBILIDADE SIM! RODOANEL NA SERRA NÃO! (1)

setembro 25, 2011
Na Passeta pela Mobilidade foi distribuída à imprensa a lista de razões abaixo, contrárias à obras do Rodoanel trecho Norte:
 
1 – Agressão ao maior patrimônio ambiental da cidade, a Serra da Cantareira, inclusive decretada pela UNESCO como Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo.
 
2 – Contramão histórica, em um tempo de busca de sustentabilidade, ao propor a construção de uma megaestrada muito próxima à área urbana (trechos a 11 km do centro), para o trânsito de carros e caminhões.  “Será uma nova avenida Marginal, paralela à Marginal do Tietê”, dizem especialistas.

3 – Discutível benefício para o trânsito paulistano, em função do tráfego recolhido por essa obra, que deixaria de adentrar a cidade.  Há estudos que mostram que esse benefício seria irrisório, se comparado aos transtornos ambientais e ao custo financeiro.

4 – Chegada de enorme quantidade de CO2, materiais particulados e ruído urbano a uma região intacta, de preservação ambiental e de mananciais. Significa levar POLUIÇÃO intensa à área de preservação.

5 – A proposta do FERROANEL, recém anunciada pelos governos estadual e  federal, a começar exatamente no TRECHO NORTE, contempla a retirada de cargas pesadas do centro da cidade, a um custo de obra 4 vezes menor: R$ 1,2 bilhão.  Para que o Rodoanel, se virá o FERROANEL, que pode ter um projeto ampliado, com centros de abastecimento e descarga para os produtos com destino à Gde SP?

Presença na Passeata pela Mobilidade

6 – Gravíssimo: Enorme risco ao abastecimento de água a 55% de toda a população da Grande São Paulo, uma vez que o traçado proposto intercepta os troncos de abastecimento que saem da ETA GUARAÚ, na Pedra Branca, a maior estação de tratamento de água do Brasil.

7 – O tramo Norte estaria passando em trechos a apenas 11 km do centro da cidade, enquanto em outras regiões está a mais de 20 km do centro. O seu trajeto se dá praticamente só por área de mata e terrenos 
livres, significando impermeabilização de uma enorme área (exemplo: Faz. Santa. Maria, no Tremembé), cujo recalque de água causará enchentes , sobrecarregando córregos que afluem ao Tietê.

8 – São 44 km de estrada, com um calibre de obra de 150 metros, sem considerar as áreas de canteiro de obras, passando por ENORMES áreas semi-rurais e verdes em São Paulo, Guarulhos e Arujá, impactando a saúde e a qualidade de vida de toda a Grande São Paulo.

9 – A demanda de tráfego nesse trecho já foi assumida pelo governo como menor do que nos outros trechos. Assim não se justifica os enormes custos financeiros e ambientais anunciados para a obra. Em termos de mobilidade urbana, é discutível a prioridade do investimento inicial de R$ 6,5 bilhões nessa obra, e não na construção de MAIS LINHAS DE METRÔ e corredores de ônibus.

10 – A serra da Cantareira cumpre funções de equilíbrio climático indiscutíveis. A colocação desse colar de asfalto e concreto junto a sua área reduzirá esse benefício à região metropolitana  que, historicamente, não deu atenção a um planejamento equilibrado. A temperatura de São Paulo, que tem na serra da Cantareira um atenuador natural, subirá inevitavelmente.

11 – Fauna e flora únicas presentes em todo o maciço do Parque Estadual da Cantareira serão afetadas, principalmente em suas áreas de amortecimento, preconizadas em seu Plano de Manejo, gerando mortandades que não podem ser desconsideradas em um momento em que  todo o planeta advoga a adoção de medidas de sustentabilidade. Todo o bioma da região metropolitana, já tão frágil, sofrerá tremendamente com essa obra.

12 – Retirada de milhares de pessoas de suas residências, construídas ao longo de uma vida.

13 – Desconsideração sumária da expressiva manifestação CONTRÁRIA à obra, nas diversas audiências públicas realizadas.

14 – Afetação de próprios públicos, como a EMEF Hélio Cel. Hélio Franco Chaves, que desaparecerá sob o traçado, e da Capela Histórica de Três Cruzes e da Associação Cultural e Agrícola da Cachoeira 
(criada em 1928), na divisa de São Paulo com Guarulhos, todos com valor comunitário.  Desrespeito com o acervo histórico da primeira  estação de abastecimento de água da cidade, na Vila Rosa, atual Clube da Sabesp, onde o traçado está anunciado.

15 – A dúvida de se o Parque Estadual da Cantareira resistirá a uma obra que a transfigura, com a passagem de túneis sob sua área, com concentração de poluentes nas áreas de respiro dos túneis.

16 – A falta de estudos de todos os impactos acima apontados, com um natural olhar macro para a região da Grande São Paulo, considerando QUALIDADE DE VIDA e SAÚDE como variáveis indispensáveis, com grande peso, nas análises e decisões de investimentos.

Barulho na av. Paulista, pelo Plano de Mobilidade (foto: Tio Magrão)

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  1. Mauricio Gomes de Souza permalink
    setembro 26, 2011 5:43 pm

    Acredito que deve estar havendo um engano na largura acima comentada pois, só a faixa de domínio é 300 metros.

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