Skip to content

CONTRA O RODOANEL NORTE – A FAVOR DE SÃO PAULO

setembro 13, 2011
Nós, abaixo-assinados, exigimos a suspensão imediata pelo governo do estado de São Paulo dos projetos e obras para a construção do trecho norte do rodoanel, de forma a permitir uma avaliação isenta e acurada sobre a necessidade real desta obra e sobre os prejuízos sociais, econômicos e ambientais que a rodovia trará para a cidade de São Paulo.

A região da Serra da Cantareira abriga a maior floresta urbana do mundo, sendo sua conservação fundamental para o controle da poluição atmosférica e para o equilíbrio térmico da cidade de São Paulo. Como parque, oferece uma alternativa para passeios de brasileiros e estrangeiros de todas as partes do mundo. Integra, ainda, o patrimônio cultural da cidade pelas referências históricas e arquitetônicas que conserva em seu seio.

Na região, existem milhares de nascentes de água potável – daí o nome Cantareira – que constituem um manancial estratégico para a cidade. Já no final do século 19 a região foi tombada como forma de garantir o abastecimento para a cidade de São Paulo.

No mesmo período, o botânico sueco Albert Löefgren veio ao Brasil, espantou-se e logo encantou-se com a riqueza e diversidade biológica da Cantareira. Löefgren fundou o Horto Florestal e deixou suas marcas bem visíveis na paisagem do parque que leva seu nome.

Por esses motivos e pela riqueza em flora, fauna e recursos hídricos, em 1994 a região da Cantareira foi declarada Reserva da Biosfera, com status de Patrimônio da Humanidade pela ONU.

Em agosto passado, ignorando a História e as inúmeras manifestações públicas contrárias à obra, o governo de São Paulo anunciou, pela imprensa, o início das obras do trecho norte do rodoanel.

Esta decisão desconsidera uma série de falhas técnicas e legais apontadas por engenheiros, advogados, arquitetos, biólogos, geólogos e demais especialistas que estudaram os impactos ambientais provocados por outros trechos do rodoanel, e que não foram observados pelo EIA-Rima referente a este trecho do projeto: adensamento urbano com ocupação desordenada do solo; interferências em equipamentos comunitários consolidados, como escolas e creches; geração de mais tráfego, além de mais poluição e prejuízos à paisagem natural e urbana.

Além disso, alertamos para o fato de que a construção desta rodovia exigirá a desapropriação de milhares de imóveis, com gravíssimo impacto social e econômico entre os moradores locais.

Lembramos que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) acaba de abrir um painel de investigação para periciar o projeto do rodoanel de forma isenta, imparcial, transparente, suprapartidaria e multidisciplinar. Exigimos que o governo explique como uma obra orçada originalmente em R$ 2,5 bilhões está chegando a R$ 25 bilhões, isto sem contar as contrapartidas socioambientais que podem elevar seu custo à ordem dos R$ 50 bilhões!

 
Ao assinar este documento, estamos exercendo nosso pleno direito ao contraditório, reconhecido por nossa legislação, em defesa de um patrimônio comum, local e planetário.
 

Reunião preparatória no manifesto.

Dia 24/09 (Sáb.), 15h, passeata pela mobilidade a partir do vão livre do Masp até o centro da cidade.  Mobilidade sim!  Transporte público de qualidade, sim!   Rodoanel na Serra, não!

Anúncios
2 Comentários leave one →
  1. Tercio Torres permalink
    setembro 18, 2011 2:47 pm

    Em comemoração ao ano internacional das florestas e da química, a cidade de São Paulo está ameaçada a ganhar uma obra de engenharia de estradas que causará alto impacto negativo ao manancial de águas da região norte, a Serra da Cantareira! Será que isso tem alguma importância?
    Para todos os atores (atoas) envolvidos é evidente que não.
    Usam as teorias com duplo sentido e criam redes de concordância para implantar empreendimentos autorizados por todas as instâncias.
    Diante de tudo o que está acontecendo no mundo e aqui, como a secretaria de meio ambiente; consema; ibama; e seus departamentos concedem as licenças?
    Criam a lista de “” quisitos “” que devem seguir “””” ambientalmente “””, e a institutição que criou o projeto facilmente contempla todos os ítens de congruência e se consegue o “alvará”.
    Acontece que o que está por trás de tudo isso são pessoas, que não tiveram educação, aprendizagem sobre a semiótica.
    Semiótica: (captar pelas manifestações sígnicas. codificar a realidade de acordo com determinados valores – mediante um ato criador que assegure seu crescimento como pessoa e como membro de um grupo social.
    Funcionários que alimentam esse sistema não tem a consciência de que eles podem se libertar dessa estrutura que aparentemente lhe causa conforto.
    É por isso que educar significa libertar o homem das estruturas que, política e economicamente, o oprimem e o impedem de ser.
    Será que os elementos dos grupos de omissão e corrupção se sentem oprimidos?? Pessoas que tiveram “educação”, “berço” e que se omitem diante as responsabilidades???
    (Somente pela adoção de novos valores, poder-se-á organizar todo o trabalho educativo para conseguir despertar a faculdade crítica e detectar as causas estruturais da injustiça; sacudir as consciências adormecidas com o propósito de que saibam reagir frente a elas, e formar homens novos, decididos e capazes, que sejam agentes eficazes da transformação social. P.Freire).
    Penso que tudo é um grande processo de evolução
    Os danos sociais atingem todo ser, mesmo aquele que está “blindado” em seus recursos. O que precisam é se libertarem do medo de parecerem subversivos, ao se manifestarem contra a bandidagem representada pelos objetivos políticos de grande parte de efetivos em seus cargos.
    A ciência framentou o cérebro humano o tornando um objeto mensurável e condicionável.
    Creio que isso pode mudar pela assimilação da realidade pelo sujeito, a realidade enriquece o sujeito e o sujeito enriquece o objeto.
    Mais do que um ato de conhecimento, é um ato criador, uma relação dialética. (diálogo com foco em idéias).
    E a turma da imposição de projetos ainda não sabe sobre dialética. Prefere apodrecer na ciência que fragmenta, condiciona o sujeito a um olhar, e não integral sobre a realidade.
    Um dia a humanidade voltará ao berço da filosofia, de onde saiu toda ciência e que agora ela mesma nega sua fonte. Por exemplo: onde está a idéia do grande filósofo criador da fenomenologia, Edmun Russerl? A fenomenologia é o estudo daquilo que se apresenta ou se mostra. Filosofia descritiva da experiência SUBJETIVA, que valoriza a importância dos fenômenos da consciência, o significado das coisas de maneira holística, e não fragmentada o que dá acesso a decisões também fragmentadas com interesses pontualmente direcionados às negociações internas e secretas …
    Parabéns à Todos os integrantes envolvidos no projeto do rouboanel. Conforme o que acontece no ambiente interno de cada um, o que se sente, a representação externa aparecerá.
    É o melhor que vocês podiam oferecer à sociedade não é mesmo???
    Lembro-me da expressão nula da cara do presidente do dersa em uma audiência “pública” enquanto reclamávamos. Diante a menção que fiz sobre a falta de consciência dessa galera, creio também que são covardes (e fantoches vindos de outras secretarias) e se aproveitam dessas situações para garantir o poder. Que poder??? Esquecem que vão apodrecer???
    E assim, lá se vai a Serra da Cantareira na mão de poucos e medíocres ditadores $$$$$$$$$$$$$
    Esse comentário serve também para o absurdo que querem fazer com o Código Florestal Brasileiro!!

  2. antonia regia alcantara permalink
    setembro 22, 2011 12:04 pm

    Senhores
    vamos aprofundar a analise.
    Os congestionamentos na cidade de São Paulo resultam em mais de uma hora em media os carros parados no transito, com seus motores ligados. Isso significa um acréscimo brutal de CO2 na atmosfera. Esse motorista se economizasse esse tempo, teria melhor qualidade de vida e evitaria duas horas de emissão de gazes na atmosfera. Coloquem isso em 30.000 caminhões/dia e mais os carros, e vejam o quanto isso significa de poluição.
    E os moradores de Mairiporã, são menos importantes que a várzea na pedra branca? Uma outrora pacata cidade hoje é massacrada pela quantidade de caminhões que a atravessam todos os dias. Sabemos que a solução de transporte de São Paulo, e do Brasil em geral, ao optar por um modelo falido que despreza o transporte coletivo, tem que ser mudado. Mas o Rodoanel já descongestionou parte importante das marginais. Isso é fato. Sem o trecho norte, que não mais impacta a Serra da Cantareira, ao contrario do que a matéria diz, a situação é crítica para os habitantes de toda São Paulo. Toneladas e toneladas a mais de gazes mortais todos os dias. É isso que defendem? Ou não pararam para pensar?
    Leiam a matéria na BBC- Brasil: “Fumaça de carro pode levar a ataque cardíaco”.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: