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– PROMESSAS SEM ILUSÕES – 1

maio 30, 2011
O plenário da Câmara Municipal ficou lotado no dia 27/05, com a presença de moradores, ambientalistas e imprensa, para acompanhar a audiência pública convocada para discutir o Rodoanel trecho Norte.  A Dersa desta vez compareceu, com Ermes da Silva e Marcelo Arreguy apresentando slides, em que não negavam que uma obra desse porte trará muito impacto.  Prometem uma obra com sustentabilidade sócioambiental e que servirá de cinturão para a expansão urbana.  “O Rodoanel não mata nascente”, afirmou Ermes.  As desapropriações em imóveis regulares poderão acontecer assim que for expedido o DUP – Decreto de Utilidade Pública.  Para os moradores em áreas irregulares, está prometido o reassentamento, através da produção de cadastro social, auxílio aluguel, mudança e  moradia em unidades habitacionais.  Segundo Ermes, a obra não termina sem que todos os moradores já estejam reassentados.  O eng. ambiental Marcelo Arreguy apresentou uma série de obrigações ambientais que a obra tem que cumprir.  “A construtora tem que planejar como vai abrir a frente de obra, como vai ficar o esgoto,o lixo, a supressão de vegetação”.  Entre outras promessas, a implantação de parques e apoio da Dersa à fiscalização que Cetesb e Polícia Ambiental têm que fazer.
 

Plenário da Câmara Municipal cheio

 
O promotor de Urbanismo, dr. Maurício Ribeiro Lopes, fez questionamentos fortes ao empreededor, indagando por que a obra passa a apenas 10km do centro da cidade, quando o Consema recomenda que esteja a pelo menos 20 km. O vereador Chico Macena lembrou os passivos ambientais dos trechos Sul e Oeste, a questão do acesso à av. Raimundo Pereira de Magalhães, caso semelhante ao da av. Inajar de Souza, cuja ligação está quase descartada, e indagou sobre a questão da movimentação de materiais de obras e terra. 
 
Em seguida a sociedade civil expressou sua enorme preocupação com os impactos socio-econômicos, questionando a falta de consideração com a análise do grupo de trabalho da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que formulou dezenas de questionamentos sobre os impactos da obra, e mesmo assim não foi levado em consideração pelo secretário Eduardo Jorge, que deu sinal positivo para o empreendimento, pois “não se pode dar as costas para o social, para o econômico e para o ambiental”.  Para o problema do social, ele acredita no reassentamento.   Para o problema econômico, ele citou meramente que a Inajar de Souza não pode se transformar em uma “mini-estrada”, por isso vetou a ligação.  E para o ambiental, alegou que o traçado impacta o menos possível, e que quer a implantação dos parques antes do término da obra. 
 
Muitas promessas que, sem ilusões, a comunidade, calejada, prefere não ter que “pagar para ver”.
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