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– CASA DA CIDADE DISCUTE RODOANEL TRECHO NORTE

abril 26, 2011

Whitaker, Simão Pedro, Bonduki e Marúsia

Cerca de 40 pessoas compareceram à Casa da Cidade para discutir os impactos do Rodoanel Trecho Norte.  Nabil Bonduki, arquiteto e ex-vereador da cidade, abriu os trabalhos dizendo que o modelo de sistema viário proposto pelo rodoanel já vem desde os anos 1930, com o Plano de Avenidas, e soltou três questões:  a obra precisar ser feita ou não?  Se feita, o traçado deveria ser esse?   Uma fez feita a obra, quais as mitigações? 
 
 Marúsia Whataly, arquiteta da rede De Olho nos Mananciais, lembrou dos problemas de drenagem que podem vir de uma obra que, tanto no trecho Sul quanto do Norte, fez a cidade se aproximar da vegetação mais expressiva que envolve a região urbana.  Frizou que a avaliação deve ser feita sobre dois itens importantes:  ocupação urbana e qualidade do ar, e que essa avaliação não deve ser um documento finalizado, mas um processo contínuo. Lembrou que além do problema do trecho Norte, no trecho Leste as obras e a impermeabilização de calhas podem gerar grandes problemas de inundação no futuro próximo. Ela se mostrou muito preocupada com a grande falha na execução das compensações e mitigações nos trechos já realizados do Rodoanel.
 
João Whitaker, professor da FAU-USP, foi contundente.  Após estudos e publicações a respeito da obra, considera que o rodoanel é um desses mitos modernizadores que todos defendem sem reflexão.  Ele defende que a obra é absolutamente desnecessária: a política de transportes voltada para o automóvel já se mostrou ultrapassada.  “Não dá mais para querer uma obra viária dessa magnitude”, disse. Para ele o rodoanel é um modelo elitista, pois não existe um planejamento logístico que insira o rodoanel em um contexto mais amplo, gera um adensamento expressivo (já registrado no trecho Oeste), e especulação imobiliária. 
 
O deputado estadual Simão Pedro (PT) considerou que um projeto dessa magnitude precisa de uma análise mais detalhada.  Ele considerou que não é possível dimensionar o impacto ambiental que a obra do trecho Norte poderá trazer para a região metropolitana.  O deputado considerou que o aporte federal de R$ 1,8 bilhão anunciado para a execução da obra, faz parte da postura de governo, de não negar recursos para obras mesmo que feitas por governos de oposição.  Mas considerou que a velocidade da aprovação da obra não é compatível com a sua importância e risco para o meio ambiente. 
 
IMPORTANTE: Dia 03/05 (3ª-f), às 17h: audiência pública da DERSA: no Instituto de Engenharia, r. Dr. Dante Pazzanese 120, Vila Mariana (próximo ao antigo Detran)
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