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JULHO DE 2014: 16 MESES DEPOIS… (I)

julho 20, 2014

Em 12 de Março de 2013 começou a obra do Rodoanel Norte, e assim o “apocalípse ambiental da metrópole”. 16 meses depois a obra é irreversível e segue seu destino de separar a cidade do seu santuário verde, a serra da Cantareira. A um quilômetro e meio do final do trecho Oeste está começando a abertura do primeiro túnel.

Abertura do túnel no sítio Botuquara, distrito Perus.

Abertura do túnel no sítio Botuquara, distrito Perus.


Do outro lado do futuro túnel, já no distrito Jaraguá, as rochas esquecidas há milhares de anos surgem à superfície, e esperam a hora de serem dinamitadas. Tudo isso aí vai virar pista de carros e caminhões.
Rochas afloram, para desaparecer em seguida.

Rochas afloram, para desaparecer em seguida.


Já os animais, parecem ainda estar perdidos com tamanha invasão, como mostra a foto abaixo.
rodoanel220

JULHO DE 2014: 16 MESES DEPOIS… (II)

julho 20, 2014

Na divisa dos distritos Jaraguá e Brasilândia as máquinas não param, e as rochas que surgem com as escavações precisam ser retiradas, muitas delas através de explosões.

Imagem eloquente da devastação.

Imagem eloquente da devastação.


Como vão ficar as inúmeras nascentes seccionadas por essa obra, só o tempo vai dizer. Quando precisaríamos de córregos para fornecer água para a cidade junto à serra… teremos concreto, fumaça, ruído, veículos de todo tipo.
Córrego seccionado. Ao fundo casas já desocupadas.

Córrego seccionado. Ao fundo casas já desocupadas.

JULHO DE 2014: 16 MESES DEPOIS… (III)

julho 20, 2014

A obra segue nos fundos da Brasilândia, junto ao loteamento Vitoria Regia. A mancha urbana não vai mais interagir com o verde da serra da Cantareira. Entre eles haverá a cicatriz do Rodoanel Norte.

Obras a 14 km do marco zero da cidade.

Obras a 14 km do marco zero da cidade.


A poucos metros dali, a pilha de troncos de árvores retiradas. Sem vegetação, vem a seca… Será uma maldição da deusa Gaia a seca que arrasa o sistema Cantareira de abastecimento? É a natureza se vingando? Quem sabe dizer?
As árvores mortas vão se acumulando na Brasilândia...

As árvores mortas vão se acumulando na Brasilândia…

MONSTRO DO LAGO NESS

junho 26, 2014

Foto batida da Vila Irmãos Arnoni, Tremembé, em direção à serra. Tem razão a moradora e fotógrafa Regina Blessa: me lembra o famoso monstro do Lago Ness da Escócia.

Guindaste na Serra da Cantareira, a 12 km do marco zero da cidade.

Guindaste na Serra da Cantareira, a 12 km do marco zero da cidade.

Moradores da região, preparem-se para perder a tranquilidade dos últimos 5.000 anos! A estrada vai passar ao ar livre ali, em cima do clube da Sabesp.

MORADORES SOFREM COM A OBRA

abril 28, 2014

Leia AQUI matéria da Folha de S. Paulo relatando o sofrimento da população no entorno da obra do Rodoanel Norte. E deve ser um pesadelo mesmo: escutar explosões, viver envolto em poeira e ruídos, ver as ruas detonadas pela passagem de caminhões pesados… Lembra até um conto de João Antônio, narrando o sofrimento da população de uma cidade que vê uma obra misteriosa crescer… Só que aqui é diferente: essa obra foi anunciada, e houve resistência… Mas quem consegue parar uma obra de R$ 6.500.000.000,00?

TRAGÉDIA ANUNCIADA! (AINDA DÁ PRA EVITAR…)

abril 19, 2014

O Estadão de hoje traz matéria sobre a invasão de um grande terreno particular na beira do Rodoanel Oeste, na divisa de Osasco com Barueri. Na calada das noites 7 mil barracos foram erguidos no local. Veja AQUI a matéria. É ler e perceber que todos os “poder público” envolvidos lavam as mãos… ninguém sabe de nada. Pergunta: POR QUE NÃO VAI ACONTECER A MESMA COISA COM OS TERRENOS PARTICULARES NO ENTORNO DO RODOANEL NORTE?

7 mil barracos na beira do Rodoanel. Foto: Felipe Resk/Estadão.

7 mil barracos na beira do Rodoanel. Foto: Felipe Resk/Estadão.

Há mais de um ano governo do Estado e prefeitura de São Paulo não se entendem sobre a implantação dos 12 parques de borda em terrenos particulares, na beira da Serra da Cantareira. É ver postagens antigas no blog (por exemplo essa AQUI) para ver que o assunto anda… parado! São 14,5 milhões m2 de terrenos particulares, que só terão um de dois destinos: 1 – Serem transformados em parques de borda, protegendo a serra, compensando a passagem danosa do Rodoanel Norte, oferecendo lazer e segurança ambiental à população. Ou 2 – Serem invadidos, se transformando em novas Paraisópolis, novas Heliópolis, sem nenhuma infraestrutura, separando a cidade da mata da Cantareira, expondo-a ao risco de invasões, deteriorando a qualidade de vida da metrópole.

Invasão na beira do Rodoanel. Foto: Felipe Resk/Estadão.

Invasão na beira do Rodoanel. Foto: Felipe Resk/Estadão.

Vejam as fotos do Estadão acima. Tragédia anunciada, que ainda pode ser evitada. Mais uma vez, pela milésima vez, vai a inação pública (do poder público e da sociedade civil) vencer novamente, em prejuízo de toda a população, de todo o planeta? (Já não se pode pensar o todo separado das partes…)

REUNIÃO COM O NOVO SECRETÁRIO DO VERDE

abril 4, 2014

O novo secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Wanderley Meira do Nascimento, recebeu um pequeno grupo em seu gabinete para conversar sobre as questões do impactante Rodoanel Norte. Presentes também Edelcio Meggiolaro, diretor do Departamento de Gestão Descentralizada – DGD; José de Santana Abreu, conselheiro participativo do Mandaqui; Valdeyr Santos, representante da Centro Comunitário N. Sra. Aparecida Valdeir; Cristina Navarro, conselheira participativa do Tucuruvi e assessora do vereador José Américo e Elisa Puterman, ambientalista e conselheira dos Parques Estaduais da Cantareira e Alberto Loefgren.

Secretário Wanderley do Nascimento à direita.

Secretário Wanderley do Nascimento à direita.


Foi apresentado ao secretário o fato de que explosões têm acontecido diariamente para a construção dos túneis junto aos parques, gerando ansiedade na população que se encontra perto demais da obra. Bairros já viraram escombros e fragmentos florestais vieram abaixo. O ambiente verde que antes privilegiava a umidade que refrescava a cidade agora está em processo de desertificação. Nesse aspecto a implantação dos 11 parques de borda propostos pela prefeitura e em análise pelo Governo do Estado se torna fundamental. O dinheiro empregado nisso seria irrisório, em face dos benefícios ambientais, evitando inclusive invasões que devem acontecer se essas áreas gigantescas, quase todas particulares, ficarem sem proteção firme.

Comitê em defesa da Serra da Cantareira,  na SVMA.

Comitê em defesa da Serra da Cantareira, na SVMA.

Essas preocupações levaram o secretário Wanderley a formar um Grupo de Trabalho para analisar como proceder com a obra e o que conversar com a empresa DERSA. Esse GT está sendo formado. Uma má notícia, a ser melhor apurada, é a de que R$ 25 milhões da compensação ambiental da obra já foram destinados a subprefeitura da Moóca. Essa nem o secretário acreditou e disse que se possível iria reverter essa destinação, uma vez que a Moóca não sofre impacto direto da obra. A acompanhar… nesse país dos esquecimentos…

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