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COMITÊ MUNICIPAL PARA MONITORAR A OBRA (I)

setembro 15, 2014

SVMA, DERSA, SMDU e subprefeitura Casa Verde/ Cachoeirinha se reuniram na sede da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, para discutir as compensações e mitigações da obra do Rodoanel Norte. Vejam na postagem abaixo como foi o encontro. Ao final foi consenso a proposta de criação de um comitê gestor municipal, para acompanhar de perto a obra, pedir relatórios, cobrar providências e agilizar a comunicação entre os diversos órgãos do poder público envolvidos. Outro consenso foi de que as compensações devem ser feitas com brevidade, e não podem esperar o final da obra. Cobrar e fiscalizar isso será a missão desse comitê.

A cidade de São Paulo agradecerá se essa proposta não ficar apenas no discurso, mas se tornar realidade e tiver uma atuação equivalente ao tamanho do impacto que a obra causa na cidade.

Reunião na SVMA para ver as compensações ambientais do Rodoanel Norte

Reunião na SVMA para ver as compensações ambientais do Rodoanel Norte

COMITÊ MUNICIPAL PARA MONITORAR A OBRA (II)

setembro 15, 2014

SVMA e DERSA se reuniram na tarde de 10/09 para retomar o diálogo entre a prefeitura e o empreendedor da obra do Rodoanel Norte. Essa reunião se tornou obrigatória, quando o secretário do Verde e Meio Ambiente, Wanderley Meira, sobrevoou a obra e ficou assustado com o que viu. A DERSA enviou os gerentes de Relações Institucionais (Ermes Silva) e de Meio Ambiente (Marcelo Arreguy). O chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Weber Sutti e o subprefeito de Casa Verde/ Cachoeirinha, Luiz Fernando Gomez, também participaram, além de técnicos da SVMA. “Queremos discutir as compensações ambientais, em que pé estão. O readensamento verde tem que ser feito rapidamente, não podemos esperar o final da obra”, disse Wanderley Meira.

Fotos do Parque Itaguaçu cortado pela obra.

Fotos do Parque Itaguaçu cortado pela obra.


O secretário relatou a preocupação com os escombros abandonados, que estão transformando a região a montante (a Norte) da obra em uma “Palestina”. Ele visualizou a ocupação em andamento do Córrego do Bispo, bem ao lado da obra, e afirmou que o prefeito Haddad também está preocupado com toda essa situação

Ermes Silva, da DERSA, reafirmou que o Rodoanel Norte é uma obra de grande impacto no meio urbano, e que até agora a obra está com apenas 13% de execução, pois está começando pelas áreas de túneis. E quando as rochas vão aparecendo, elas têm que ser “desmontadas”, grande parte das vezes com explosões. Explicou que a faixa de domínio da obra é de 130 metros, e que a população está sendo removida com o apoio de um departamento social que está cadastrando as famílias. Marcelo Arreguy afirmou que em alguns trechos, como Taipas e Jardim Paraná, a faixa de domínio cresceu um pouco, para proteger as pessoas que ficariam em maior risco.

Ao se falar dos parques de borda, a técnica Maria Rosa, diretora de planejamento de SVMA, lembrou que o Parque Itaguaçu (no final da av. Inajar de Souza) já estava decretado, e agora está sendo cortado pela obra. Marcelo Arreguy reconheceu que existem áreas livres que vão ficar encravadas entre a obra e o Parque Estadual da Cantareira.

Edmundo Garcia, diretor de Gestão Descentralizada da SVMA, ponderou que a contrapartida ambiental de uma obra que deve atingir R$ 10 bilhões, face a esse montante, deveria ser proporcional a esse valor, e que com esse recurso se poderia fazer muita coisa. O gerente de Meio Ambiente da DERSA, Marcelo Arreguy, afirmou que a empresa cumpre o que a lei obriga. E a DERSA foi obrigada a depositar R$ 25 milhões nos cofres da Secretaria Estadual de Meio Ambientel. Isso dá 0,25% do valor da obra.

A palavra que detonou um encaminhamento foi dada pelo subprefeito de Casa Verde/ Cachoeirinha, Luiz Fernando Gomez: “Hoje há um distanciamento ímpar entre a DERSA e a subprefeitura. Não estamos preparados para o problema que a chuva pode trazer. Recebo todos os dias reclamações do Rodoanel, precisamos aproximar as partes envolvidas”.

A saída mais imediata, para colocar a prefeitura em condições de atuar, foi a de se criar um comitê gestor municipal (à exemplo do que acontece em Guarulhos), para se “nivelar a informação”, como disse o chefe de gabinete de SMDU, Weber Sutti. “Queremos ver os planos, os programas ambientais da obra”, completou.

Uma nova reunião foi marcada para a semana de 20 a 24/09, para definição desse comitê gestor. São Paulo agradecerá se isso se tornar realidade.

SERÁ MALDIÇÃO DOS DEUSES?

agosto 30, 2014

Antes de existir o atual Horto Florestal, a população vinha de trem ao parque que ficava na estação Cantareira, no final da linha do Tramway da Cantareira, linha tronco (o ramal é que ía para o Jaçanã). Depois essa área passou para a Sabesp, que aí montou o seu clube para funcionários. Era um verdadeiro paraíso verde, com tanques para pescaria, piscinas, e a mata da serra dando paz de espírito aos frequentadores. Isso é passado. A foto mostra a realidade hoje.

Obra do Rodoanel na Serra, a 12 km da Sé.

Entrada do clube da Sabesp, Vila Rosa, a 12 km da Sé.


Se a falta d´água no sistema Cantareira não for uma maldição dos deuses pelo abuso na Serra da Cantareira…

ADEUS À FAMÍLIA CENTENÁRIA DO TREMEMBÉ!

agosto 30, 2014

Há quase 100 anos morava na Vila Rosa a família Janucci. É tanto que a casa deles ficava na travessa Luiz Janucci, uma ladeira no final da rua São Cleto. Na pág. 106 do livro São Paulo Tramway Tremembé Vol. 2 tem uma foto da família posando na varanda da casa. A casa se transformou no vazio da foto abaixo.

Cade a casa da família Janucci?

Cade a casa da família Janucci?

Sobrou um ramo da família, na casa do muro coberta com unha de gato. Não acertaram a indenização, então as 7 às 19h convivem com o barulho das máquinas, com a destruição ao seu lado. Ali, exatamente ali, passava o Trenzinho da Cantareira rumo à ultima estação, a Cantareira, 500 metros adiante. Verdade, a Maria Fumaça soltava muita fumaça. Mas era uma só e passava de meia em meia hora. Agora, a cada meia hora, passarão aí 500 caminhões e 500 mil carros!

O trenzinho da Cantareira passava na frente desse muro.

O trenzinho da Cantareira passava nessa porta.

TOMANDO CONTA DA AVENIDA!

agosto 30, 2014

Quando eles passam deve trepidar tudo na rua Maria Amália Lopes de Azevedo! Estão indo para a obra na Vila Rosa, no final da av. Luiz Carlos Gentile de Laet. Tropa de elite pronta pra arrasar!

Atravessando o Tremembé.

Atravessando o Tremembé.

AUDIÊNCIA PÚBLICA À VISTA!

julho 31, 2014

Em encontro com a comunidade de Jaçanã/ Tremembé em 30/07, o secretário do Verde e Meio Ambiente Wanderley Meira se comprometeu a encabeçar a organização de uma audiência pública com a maior celeridade possível, para discutir as mitigações e compensações efetivas da obra do Rodoanel Norte. Essa audiência deverá acontecer no CEU Jaçanã, que tem um auditório para 400 pessoas, mas o tema é de interesse de todas as regiões afetadas pelo Rodoanel Norte, de Perus/ Taipas até Guarulhos

Secretário Meira, do Verde e Meio Ambiente, em reunião em Jaçanã/ Tremembé.

Secretário Meira, do Verde e Meio Ambiente, em reunião em Jaçanã/ Tremembé.


O secretário impressionou a todos por suas colocações serenas e lúcidas. Ele sobrevoou há pouco tempo toda a extensão da obra e ficou preocupado com o impacto que a obra traz sobre as grandes áreas livres, que seriam os parque de borda da Serra da Cantareira. Discutir se as compensações não poderiam ser usadas para desapropriar essas áreas e torná-las parque, evitando invasões, é fundamental.

JULHO DE 2014: 16 MESES DEPOIS… (I)

julho 20, 2014

Em 12 de Março de 2013 começou a obra do Rodoanel Norte, e assim o “apocalípse ambiental da metrópole”. 16 meses depois a obra é irreversível e segue seu destino de separar a cidade do seu santuário verde, a serra da Cantareira. A um quilômetro e meio do final do trecho Oeste está começando a abertura do primeiro túnel.

Abertura do túnel no sítio Botuquara, distrito Perus.

Abertura do túnel no sítio Botuquara, distrito Perus.


Do outro lado do futuro túnel, já no distrito Jaraguá, as rochas esquecidas há milhares de anos surgem à superfície, e esperam a hora de serem dinamitadas. Tudo isso aí vai virar pista de carros e caminhões.
Rochas afloram, para desaparecer em seguida.

Rochas afloram, para desaparecer em seguida.


Já os animais, parecem ainda estar perdidos com tamanha invasão, como mostra a foto abaixo.
rodoanel220

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